POLÍCIA CIVIL ELUCIDA HOMICÍDIO CONTRA ADOLESCENTE ALESSANDRO OCORRIDO EM TAUÁ

Um
 trabalho investigativo que durou aproximadamente seis meses, a Polícia Civil de Tauá conseguiu elucidar o crime de homicídio em que foi vítima o menor de 16 anos, Alessandro Alves de Oliveira.

O adolescente foi assassinado à tiros, dentro de casa no início da noite de 20 de julho de 2019.
Naquela noite dois homens até então desconhecidos invadiram  à residência onde o jovem morava em companhia da avó na Avenida Odilon Aguiar em frente a Escola de Ensino Fundamental  Jorge Massilon, e atiraram contra o mesmo que foi atingido com três balaços e morreu no local.
Após o crime os atiradores fugiram de motocicleta pelas ruas de Tauá sem ser identificados.

INVESTIGAÇÃO

As investigações da Polícia Civil realizadas na época do crime apontaram para dois indivíduos identificados como Bruno Mauricio Gomes da Silva, e Pablo Ramires Gonçalves Sousa, que foram detidos logo no dia seguinte a morte do menor, mas por falta de provas foram liberados. As investigações continuaram e o exame residuográfico realizado nos suspeitos comprovou que um deles, o Pablo, havia feito uso de arma de fogo.

A Polícia também arrolou testemunhas e fez a coleta de imagens de câmeras de vídeo-monitoramento instaladas nas ruas da cidade que também contribuíram para êxito da investigação.

Constatado o envolvimento do Bruno e do Pablo na execução do jovem, o Delegado Regional de Polícia Civil de Tauá, representou pelos mandados de prisão preventiva do Bruno e do Pablo, pedidos que foram  deferidos pela Judiciário tauaense.

JÁ ESTAVA PRESO

O Bruno já tinha sido preso no dia 21 de novembro passado, acusado da prática de assalto quando tomou de uma mulher o telefone celular. Atualmente ele se encontra recolhido ao centro de triagem no município de Novo Oriente. Quanto ao Pablo, este foi preso na última segunda-feira (16) em uma residência da Rua Maria Lídia Antunes, no Bairro Alto Nelândia.

Segundo o delegado Gisleian, Pablo foi o autor dos disparos que ceifaram a vida do adolescente Alessandro, que era conhecido popularmente como “Pitchula”. De princípio ele negou ser o autor dos disparos, pois durante a fuga as imagens das câmeras mostram que era o Pablo que pilotava a motocicleta e que tinha o Bruno como garupa, e nesse tipo de crime é comum o autor da execução ser o garupeiro, mas depois, a Polícia descobriu que durante a fuga eles haviam mudado de posição, ou seja ao chegar no local do crime a motocicleta era pilotada pelo Bruno e Pablo era quem fazia uso da ama, mas na fuga Pablo passou a ser o piloto e Bruno o passageiro com a finalidade de confundir a Polícia.

Mesmo com a prisão dos autores do crime a motivação ainda está envolta em mistério, embora os acusados afirmem que está relacionada ao tráfico de drogas. A família de Alessandro nega o envolvimento do mesmo com o tráfico.

Repórter: Lindon Johnson

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